Noticías

NOTA DE REPÚDIO - 26/07/2017

NOTA DE REPÚDIO

O Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais no Estado do Rio Grande do Sul – SINPRF/RS vem a público externar sua indignação e preocupação em relação à Ordem de Serviço - OS nº 191/2017, de 03/07/2017, do Diretor-Geral do DPRF/MJ, prevista como uma das ações do Plano Nacional de Segurança Pública do governo federal, que determina convocação de policiais rodoviários federais de todo o país, sobretudo no que se refere aos policiais lotados no Estado do Rio Grande do Sul, a fim de reforçar o policiamento e combate ao crime nas rodovias federais da região metropolitana do Rio de Janeiro, denominada de Operação Égide.

Somos todos solidários com a população do Estado do Rio de Janeiro, bem como com os colegas operadores da segurança pública que lá atuam, pelas dificuldades com que vem enfrentando o crime organizado, cada vez mais fortalecido diante da falta de estrutura governamental. Porém, o aumento da violência não é característica exclusiva do Rio de Janeiro, sendo de conhecimento nacional a grave crise em que se encontra a segurança pública no Rio Grande do Sul, com escassez de efetivo e de recursos financeiros, resultando no crescimento assustador dos índices de criminalidade, situação que se reflete também, nas rodovias federais gaúchas.

 

A Polícia Rodoviária Federal no Estado do Rio Grande do Sul, atualmente conta com pouco mais de 700 policiais, efetivo insuficiente para a fiscalização de mais de 6.000 quilômetros de rodovias federais. A deficiência do número de PRFs no RS é tão crítica que das 43 UOPs que funcionavam nas rodovias do estado, vários tiveram que ser fechadas e outras estão funcionando de forma precária e em tempo parcial. As áreas de fronteira do estado, que chegam a 2.000 mil quilômetros, são as principais prejudicadas.

Mesmo com o número insuficiente de policias para atender às diversas demandas dos usuários nas rodovias, a PRF no Estado do Rio Grande do Sul oferece à população os seus melhores serviços, buscando a preservação da vida e do patrimônio daqueles que transitam diuturnamente nas estradas federais gaúchas. 

No entanto, esta Ordem de Serviço nº 191/2017 -DG/DPRF/MJ, agrava ainda mais o cenário crítico da falta de efetivo e gera um prejuízo direto na qualidade dos serviços que vem sendo prestados para a sociedade do Rio Grande do Sul, na medida em que retira policiais do Estado pelo período de 18 meses, ao invés de promover a realização de concurso público para suprir referido déficit. O compromisso da PRF de assegurar a livre circulação nas rodovias federais, contribuir para a redução da criminalidade da violência e aumentar a percepção de segurança dos usuários das rodovias federais não é atribuição exclusiva do RJ, mas dos PRFs de todos os estados do país. Assim como, a necessidade de robustecer a fiscalização e o policiamento ostensivo, adequando o quadro de pessoal às necessidades operacionais também, é preocupação que se estende às demais unidades da PRF.

Dessa forma, o SINPRF/RS manifesta a sua indignação em relação ao descaso com que vem sendo tratada a PRF no Estado do Rio Grande do Sul, que há anos sofre com o baixo efetivo, que em vários concursos públicos vem sendo preterido e recebendo número insuficiente de policiais, incompatível com o atual índice de violência registrado nas rodovias do sul, agora agravado por esta convocação, a qual desconsidera a indisponibilidade de efetivo no RS, além de ferir a isonomia de tratamento entre os estados.

Por esses motivos, o SINPRF/RS repudia a intenção do governo federal e do DPRF/MJ de priorizarem o fortalecimento da imagem institucional, optando em reforçar o trabalho no estado do Rio de Janeiro, por se tratar de uma localidade onde se concentram os maiores meios de comunicação do país, buscando destaque nas mídias, em detrimento dos demais estados brasileiros, que com a liberação do seu efetivo para trabalhar no RJ, terão uma sobrecarga com a demanda local para os seus policiais, os quais trabalharão em equipes ainda mais reduzidas, ou até mesmo sozinhos, deixando, em muitos casos, a população desassistida e a mercê da criminalidade.

Por fim, o SINPRF/RS condena o fato de que os policiais estão sendo convocados sem considerar a disponibilidade pessoal do servidor, os quais estão sendo escalados para trabalhar fora de sua lotação por mais de 30 dias e, a depender da situação, podendo haver prorrogação desta convocação, o que poderá gerar um desgaste físico e psicológico para o policial, o qual ficará por um longo período longe da família, em trabalho desgastante, dentro de uma localidade desconhecida e de grande risco.

Assim sendo, o SINPRF/RS reafirma seu compromisso com a proteção dos direitos dos PRFs, acompanhará o andamento desta operação, não aceitando ações apenas midiáticas para iludir a população, e atuará no âmbito administrativo, político, e, caso necessário, judicial, em defesa dos seus sindicalizados, visando sempre a garantia dos interesses da categoria e a prestação de um serviço com qualidade para a sociedade gaúcha.

 

 

 

N° de acessos: 3502

Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais no Estado do Rio Grande do Sul

Rua Barros Cassal, 33/7° andar - Bairro Floresta - Porto Alegre/RS

CEP: 90035-030 - Fone/Fax: (51) 3226-4044

E-mail: sinprfrs@sinprfrs.org.br

SINPRF/RS © 2018